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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Pensar “fora da caixa” é uma das habilidades mais requisitadas para os profissionais de TI



Mesmo com o recorde de 14,2 milhões de brasileiros desempregados, número de vagas disponíveis para profissionais especializados em TI ainda é muito alto 


Apesar de 13,7% da população brasileira estar desempregada, encontrar profissionais especializados em determinadas áreas ainda é um desafio para muitas empresas. No campo da Tecnologia da Informação, por exemplo, as empresas vivem constantemente essa dificuldade. De acordo com o estudo The Network Skills in Latin America, a falta de profissionais qualificados em TI na América Latina deve chegar a 32% até 2019.

No Brasil, o mercado de TI emprega 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, e, atualmente, existem cerca de 50 mil postos de trabalho em busca de profissionais qualificados. Áreas ligadas às novas tecnologias, como Cloud, Inteligência Artificial, Big Data e Internet das Coisas, que estão em ascensão, são algumas das mais carentes.

A empresa de tecnologia Sage, líder mundial em software de gestão para pequenas e médias empresas, afirma que tem sentido tal dificuldade. “A principal questão é que os cursos de tecnologia ainda são muito focados em informações tradicionais e não acompanham em tempo real os avanços tecnológicos, o que acaba gerando um gap entre o conhecimento que o aluno recebe durante a formação e o que o mercado de trabalho realmente precisa”, explica David Pereira, Vice-Presidente de Product Engineering na Sage Brasil. Com isso, segundo ele, os poucos talentos que, de fato, conhecem as novas tecnologias estão sendo muito disputados no mercado de trabalho.

David diz ainda que uma característica imprescindível que se busca nesse profissional é ser autodidata. “Estamos constantemente procurando por pessoas que pensem fora da caixa, que enxerguem mais longe, que estejam sempre buscando por novas informações e que tenham facilidade para visualizar o futuro. O segredo é que esses profissionais sejam autodidatas, saibam transformar a informação que recebem em conhecimento e utilizem todos os recursos disponíveis para sempre buscar novidades em outros universos e se conectarem com o mundo afora”, completa.


Empresas apostam em capacitação

Em meio à crise econômica e política que atinge o país e à essa falta de profissionais qualificados no mercado, empresas têm apostado na capacitação interna para garantir a eficiência de suas equipes no momento que mais necessitam.

A Sage, para lidar com a falta desses profissionais, tem feito, frequentemente, treinamentos e cursos internos para qualificar os colaboradores que já estão lá. “Apesar de o Brasil estar passando por uma crise política e econômica que não se via há décadas, o ramo da tecnologia tem sido muito requisitado, pois empresas precisam, cada vez mais, de ferramentas que garantam eficiência e produtividade. Por isso, não podemos ficar desfalcados”, ressalta David.  

Outras iniciativas, como grupos internos de ajuda e troca de informações entre colaboradores e grupos globais, que unem funcionários de países e culturas completamente distintos, também são utilizados pela Sage para que seus empregados estejam sempre se renovando, se inteirando sobre as novidades do mundo tecnológico e sempre buscando alternativas para melhorar a performance dos seus produtos.




Sage







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