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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Doença de Parkinson terá nova opção de tratamento no SUS



Mesilato de rasagilina é aprovado pela CONITEC e Ministério da Saúde


A Teva, uma das principais empresas farmacêuticas do mundo, teve seu medicamento mesilato de rasagilina (Azilect®) aprovado pelo Ministério da Saúde e o atual protocolo de tratamento da Doença de Parkinson no Sistema Único de Saúde (SUS) será atualizado.

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico que afeta o sistema motor causando tremores, rigidez, lentidão nos movimentos e alterações de equilíbrio. De caráter progressivo, crônico e degenerativo, a doença pode estar ainda associada a sintomas como alucinações e confusão, além de problemas no trato urinário e intestinal1. De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com a doença no Brasil2.

Mesilato de rasagilina auxilia no aumento e manutenção de níveis de dopamina no cérebro, substância química envolvida no controle do movimento, minimizando com isso os sintomas desta doença. O tratamento da Doença de Parkinson geralmente requer a associação de vários medicamentos ao longo da vida, dificultando com isso a aderência dos pacientes ao tratamento. O mesilato de rasagilina pode ser usado conjuntamente com a levodopa ou em monoterapia, e apresenta administração descomplicada com apenas um comprimido via oral ao dia3.  

Após a publicação no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 03 de agosto, com a decisão de incorporar o mesilato de rasagilina no SUS, o Ministério da Saúde terá 180 dias de prazo para disponibilizar o medicamento na rede pública, com isso estima-se que o medicamento esteja disponível aos pacientes em Fevereiro de 2018. A próxima etapa importante do processo contempla agora a atualização do Protocolo de tratamento da Doença de Parkinson na rede pública. 

“O protocolo de Doença de Parkinson no SUS não era atualizado desde 2010 e a aprovação de mesilato de rasagilina pela CONITEC e Ministério da Saúde é, sem dúvida nenhuma, uma grande notícia para milhares de pessoas que vivem com esta doença no Brasil, pois permitirá o acesso a uma tecnologia inovadora e já consagrada no mundo todo”, afirma o diretor de acesso ao mercado e relações governamentais da Teva Brasil, André Vicente. 

O principal foco de pesquisa da Teva está na identificação e desenvolvimento de soluções médicas para necessidades não atendidas. “A Teva oferece produtos para tratar pacientes com doenças neurológicas e neurodegenerativas em vários países do mundo e queremos que esses medicamentos também estejam disponíveis para os brasileiros”, diz o diretor médico da Teva Brasil, Dr. Tony Piha. Estão em andamento planos de ampliação do portfólio de produtos para incluir tratamentos para distúrbios do movimento, soluções inovadoras em cefaléia, enxaqueca, e outros distúrbios.




Fontes:
1. Academia Brasileira de Neurologia (ABNEURO) - http://abneuro.org.br/clippings/detalhes/150/conheca-os-sintomas-do-mal-de-parkinson. Acessado em 27/03/2017.
3. Bula Azilect®




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