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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Brasil registra 1 acidente de trabalho a cada 47 segundos



Especialistas em Medicina do Trabalho elencam dicas para o trabalhador ter um comportamento preventivo


De acordo com dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho e OIT – Organização Internacional do Trabalho, desde 2012 (quando os dados passaram a ser contabilizados) até hoje, já foram gastos mais de R$ 23 bilhões com benefícios acidentários.

Outros dados do Observatório, atualizados em tempo real, também chocam como 1 acidente de trabalho a cada 45 segundos; 1 morte por acidente a cada 3 horas e meia e R$ 1,00 gasto a cada 7 minutos com benefícios acidentários (auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente-sequelas).

“A maioria desses acidentes de trabalho poderia ser evitada se equipamentos de proteção fossem utilizados, se a atenção no trabalho fosse maior e se trabalhadores e empresas, muitas vezes, não fossem imprudentes”, enfatiza Dr. Maurício Sobral, diretor da Aclimed, Clínica de Medicina Ocupacional e Segurança do Trabalho.

Atenta aos índices alarmantes, médicos do trabalho da Aclimed elencam dicas para o trabalhador adotar uma postura preventiva em sua rotina:

1.      Tenha foco e atenção totais – evite pensar nos seus problemas pessoais, brincadeiras ou assuntos aleatórios durante a sua jornada de trabalho.

2.      Não trabalhe com pressa – não realize nenhuma atividade de modo rápido, burlando regras de segurança.

3.      Tire todas as dúvidas – caso não se sinta seguro em realizar um trabalho por ter dúvidas, procure um técnico mais experiente ou seu supervisor.

4.      Faça o check list – inspecione os seus equipamentos e o maquinário. Caso detecte algum problema, comunique a irregularidade para o seu líder, imediatamente.

5.      Não improvise – não faça gambiarras em máquinas e ferramentas e nem busque fazer o que não foi treinado para executar.

6.      Treine e oriente – a cada novo colaborador que ingressar em seu setor, dê dicas, auxilie-o no que puder. Mesmo que ele tenha feito os treinamentos, é normal não se lembrar de tudo no início, tenha paciência.





Aclimed








Cinco características mais comuns de um profissional mediano



A Dona Irene, senhora do cafezinho, me disse uma vez: “Esse povo não quer trabalhar, só quer emprego”. Sábia, essa dona Irene. Afinal, enquanto alguns profissionais buscam sempre atualização e novos caminhos para liderar mudanças efetivas em seus mercados, há também os profissionais medianos, ou seja, aqueles que preferem a zona de conforto de fazer meramente o necessário e seguir uma rotina que tem a duração exata da jornada de trabalho acordada na sua contratação.

E não é difícil identificar esse tipo de colaborador nas empresas. Na verdade, há cinco características que não podem faltar em um típico profissional mediano:


1. Trabalhe das 8h às 18h

Seja pontual! Entre às 8h e saia sempre às 18h, mesmo sabendo que vai interromper uma linha de raciocínio ou que poderia finalizar algo importante. Prefira deixar tudo para o dia seguinte apenas porque deu 17h59 no relógio. Esta é uma prática comum de quem quer ficar na média, tem medo de se destacar e de superar expectativas. Este é o caminho para virar o melhor profissional mediano.

Estar disponível para a empresa, para a equipe, ou ainda para finalizar algo importante quando mais oportuno – independentemente do horário de trabalho previamente acordado – não significa necessariamente ser workaholic.

É essencial ter equilíbrio e prioridades: filhos, esposa, família, amigos sempre deverão estar no topo dessa lista. Mas o melhor profissional não é aquele que expressa em sua marcação de ponto a qualidade da pontualidade. O melhor profissional esquece de bater ponto porque estava entusiasmado em uma atividade. É aquele que faz suas entregas com qualidade e dentro do prazo – independente do horário que chegou ou saiu. Afinal, uma empresa não quer apenas pontualidade, mas entregas de valor.

2.  Muro das lamentações

Reclame. Do dia, da chuva, do sol, do verão, do inverno, do horário, do café, do chefe, do RH. Se não tiver motivos para reclamar, invente um. Aproveite para reclamar da empresa ou falar mal de alguém, principalmente naqueles momentos de interação com a equipe ou com outras áreas – oportunidades onde poderia estar trocando experiência, destacando-se, compartilhando e adquirindo conhecimento. Não perca a chance de ser um excelente profissional mediano. O melhor de todos!

A empresa na qual você trabalha pode não ser perfeita, assim como tudo na vida, mas sempre há algo a se fazer para melhorar continuamente. E existem dois tipos de pessoas: as que se envolvem com a mudança e as que reclamam dela. Qual desses é você?

Nem sempre é possível apertar todos os parafusos quando queremos. Precisamos priorizar, aguardar o melhor momento, tomar decisões, deixar de comprar algo para privilegiar a educação dos filhos, por exemplo, ou realizar um investimento. O mesmo acontece na empresa onde trabalhamos. E quanto maior ela for, maiores são os problemas e maiores os impactos das decisões. Leve sempre isso em consideração e lembre-se de que, para além do comportamento mediano, há sempre a possibilidade de transformar problemas em oportunidades.

3. Terceirize a sua carreira

Quem não se capacita ou não se preocupa em aperfeiçoar seus conhecimentos acha que sabe tudo, ainda mais com a infinidade de opções disponíveis na internet gratuitamente – é um profissional mediano, que nunca vai deixar de ser uma lagarta para virar borboleta, para fazer uma analogia bem simples. E, se você responsabiliza a empresa por não oferecer treinamentos, estará sempre em segundo plano, na sombra de quem realmente se destaca.

Independentemente dos processos de capacitação ou dos benefícios oferecidos, a carreira é do CPF, não do CNPJ. E, para sermos honestos, a empresa não tem obrigação nenhuma com a carreira de ninguém. O que ela oferece, quando pode oferecer, é lucro. O conhecimento que adquirimos é nosso, não da empresa. As certificações que conquistamos são nossas, não da empresa. A rede de contatos que cultivamos é nossa, não da empresa. Bem como a experiência que adquirimos.

Tudo isso enriquece o nosso currículo e nos torna melhores, com carreiras sustentáveis diante do mercado de trabalho.

O conhecimento que você adquiriu em um passado distante, em cursos de formação ou técnicos, provavelmente o levaram ao cargo atual. E hoje, quais as capacitações que você está buscando para conquistar os próximos cargos? Isso é o que acredito ser a melhor maneira de construir uma carreira sustentável.

4.  Seja dependente da sua empresa

Quem trabalha com medo de perder o emprego ou com o pensamento de que precisa dele somente para pagar as contas, é definitivamente um profissional mediano. É sobre isso que a dona Irene se refere com a frase citada lá no começo deste texto.

O medo é provocado por uma incerteza, que vem da falta de segurança. Essa insegurança é resultado da insuficiência de conhecimento para exercer com esmero a função. Isso acaba em um trabalho sem convicção, mediano.

Se você sabe ou sente que lhe falta competências para realizar com excelência suas atividades, é porque realmente falta. Estude para aperfeiçoar a prática. Não deveríamos pensar que dependemos da empresa, mas que ela depende de nossos conhecimentos, habilidades e atitudes. A remuneração deve ser consequência, não razão do trabalho. E quando a remuneração, o comprometimento e o resultado não estão em harmonia, talvez seja hora de procurar algo melhor, em vez de perder tempo reclamando da lama enquanto afunda nela.


5.  Faça somente o que é pago para fazer

Faça somente o que estiver na descrição do seu cargo. Quando houver espaço para demostrar que é capaz de fazer além, questione: “Eu não sou pago para fazer isso”. Com certeza assim você será o melhor profissional mediano que existirá na sua empresa.

Quem sempre faz somente o que deve ser feito não cria evidências que justifiquem uma promoção. Não demonstra que é capaz de ir além dos requisitos do cargo que ocupa. Nesse contexto, não vale o “pagar para ver”. É justamente o contrário: é preciso apresentar resultados favoráveis para ter mérito.

Um reajuste ou promoção não vem do nada. O gestor não acorda determinado dia com vontade de dar aumento ou promover alguém. Tudo deve ser argumentado, com evidências que comprovem o mérito. O papel do gestor é ser o mensageiro da solicitação.

Como dá para ver, não é tão difícil assim se tornar um profissional mediano. Mas também não é difícil fugir desse estigma. Para encontrar o caminho da renovação profissional é preciso, acima de tudo, ter um propósito, que será alcançado somente com o investimento em conhecimento e aprimoramento. Apesar da zona de conforto parecer um ambiente seguro, na realidade ela acaba limitando o nosso potencial de crescimento. É preciso sempre ter em mente que você é o protagonista de sua história dentro da empresa, e que é capaz de construir grandes benefícios para todos: você e a sua empresa.







Fábio Jascone - coordenador de Sistemas da Senior, uma das maiores empresas especializadas em tecnologia para gestão do País






Educação financeira nas escolas muda hábitos de compra da família



Mais de 70% das crianças que têm educação financeira nas escolas ajudam os pais a comprar de forma consciente.


Se haviam dúvidas sobre a importância da educação financeira nas escolas, a 1ª Pesquisa Nacional de Educação Financeira nas Escolas revelou números que comprovam as mudanças na vida das famílias. Ela foi realizada em parceria entre o Instituto Axxus, o Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT) do Instituto de Economia da UNICAMP e a Abefin (Associação Brasileira dos Educadores Financeiros).

Para que fosse possível traçar uma análise ampla, foram entrevistados 750 pais, sendo metade deles pais de alunos que estudam em escolas que adotam educação financeira e a outra metade, pais de alunos que estudam em escolas que não adotam a educação financeira. As cidades contempladas pela pesquisa são Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Vitória.

Um dos dados mais impactantes diz respeito à resposta dos pais à seguinte pergunta: “se partir de hoje você não recebesse mais o seu ganho mensal, por quanto tempo manteria seu padrão de vida atual?” Entre os pais dos alunos que não tiveram educação financeira, só 3% conseguiriam manter seu padrão de vida por até um ano ou mais, enquanto 53% manteriam por até seis meses e 44% por apenas um mês.

Já entre os pais com filhos que tiveram educação financeira, 25% conseguiriam manter seu padrão de vida por mais de um ano, 73% por até seis meses e apenas 2% por apenas um mês. O resultado impressiona por evidenciar o quanto o tema consegue fazer a diferença na vida da família dos alunos, possibilitando a conscientização sobre a importância de se ter reservas financeiras.

Da mesma forma, quando o questionamento é sobre o quanto as crianças têm consciência sobre as limitações financeiras da família, fica claro que as educadas financeriamente tem maior conhecimento. Em 33% dos casos, as crianças educadas financeiramente conhecem parcialmente a situação da família, enquanto 67% conhecem totalmente as limitações. Por outro lado, entre as crianças não educadas, 43% não conhecem nada da situação, 51% conhecem parcialmente e apenas 6% conhecem totalmente.

Além disso, enquanto 98% dos alunos com educação financeira se reúnem com a família para conversar sobre dinheiro, apenas 33% dos que não têm se reúnem.

"Tais dados evidenciam o quanto o contato com o tema melhora a situação financeira das familias e gera maior diálogo em casa, resultando em maior compreensão dos filhos sobre a situação que a famíia atravessa", afirma Reinaldo Domingos, presidente da Abefin. Outro importante dado da pesquisa diz respeito a forma como as crianças usam o seu próprio dinheiro.

81% dos alunos educados financeiramentes gastam parte do que recebem e guardam outra a parte para os sonhos, enquanto 19% guardam tudo – o algo que não é o correto, pois é preciso ter equilibrio entre consumir e poupar. Por outro lado, nas famílias sem educação financeira, 15% dos pais não sabem como os filhos gastam e 66% afirmam que os pequenos gastam seu dinheiro rapidamente, enquanto apenas 11% gastam apenas uma parte e 7% gastam tudo.

Com apenas alguns dados desta extensa pesquisa é possível perceber o quanto a educação financeira nas escolas é um conteúdo transformador, que possibilita a todos que fazem parte do cotidiano dos alunos melhorias na adiminutração das finanças e maior foco na conquista dos sonhos, fomentando hábitos de consumo consicente.




 Reinaldo Domingos é doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br).


Fonte: DSOP Educação Financeira





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