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quarta-feira, 12 de julho de 2017

O FRIO CHEGOU: COMO PROTEGER OS PETS DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS?



Em dias mais frios e com a busca por locais mais quentes, que resultam em aglomeração de animais, aumenta - se o número de casos de doenças respiratórias infecciosas. 

Por isso, fique de olho no seu pet!


O frio chegou e junto com ele as baixas temperaturas que acabam tornando o ambiente propício ao aparecimento de doenças típicas da estação. Segundo a Dra. Carla Janeiro Coiro, parceira da COMAC (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), “assim como os humanos, os animais de estimação precisam de alguns cuidados especiais nessas épocas do ano, afim de minimizar possíveis quedas de imunidade, que podem ser a porta de entrada para a ocorrência de doenças respiratórias, principalmente aquelas de caráter infeccioso e particulares de cada espécie. ”


Conheça algumas delas: Cães


Traqueobronquite infecciosa (tosse dos canis ou gripe canina): semelhante a gripe em humanos, é uma doença altamente contagiosa entre cães, de ocorrência típica nas épocas de frio e em locais com grande aglomeração de animais. É causada por um ou mais agentes, dentre eles dois tipos de vírus e uma bactéria que se alojam nas vias aéreas dos animais. O principal sintoma observado é a tosse seca, podendo ocorrer secreção nasal, febre, falta de apetite, e a melhor forma de conferir proteção aos animais é por meio da vacinação específica para a doença.


Cinomose: causada pelo vírus da cinomose canina (VCC), cursa geralmente com quadros de alterações do trato respiratório, podendo evoluir para manifestações gastrointestinais e neurológicas. As baixas temperaturas propiciam a maior sobrevivência e dispersão do vírus no ambiente, por isso é essencial manter a vacinação anual (V8 ou V10) em dia.


Gatos


Rinotraqueíte e Calicivirose felina (Complexo Respiratório Felino): fazem parte do chamado Complexo Respiratório Felino e apresentam maior incidência em locais com alta densidade de animais ou nas estações mais frias, pelo contato muito próximo e facilidade de disseminação. Os sintomas observados são: secreção nasal e ocular, febre, espirros, apatia, ceratoconjuntivite (rinotraqueíte), úlceras na mucosa oral (calicivirose). A maneira mais eficaz de proteção se dá vacinação específica para gatos, conhecida como tríplice (V3), quádrupla (V4) ou quíntupla (V5), que além desses agentes englobam outros de importância para a espécie.

Outras enfermidades como a asma e a pneumonia, de ocorrência tanto em animais quanto em humanos, podem aparecer com maior frequência ou severidade do quadro clínico durante o inverno, pela queda brusca da temperatura. “Os quadros de asma são geralmente desencadeados por alérgenos ou fatores irritantes no ambiente como fumaça de cigarro e carro, poeira, pólen, aerossóis de vários tipos (sprays domésticos, perfumes), sendo os gatos ainda mais susceptíveis que os cães. Para os casos de pneumonia, podemos citar as infecções bacterianas, virais, fúngicas, por protozoários ou mesmo decorrentes de outras doenças que levam a queda de imunidade do animal”, completa a Dra. Carla. 


Cuidados preventivos

Além de manter a vacinação em dia, é importante lembrar de algumas ações que podem minimizar a exposição do animal, dentre elas, conservar a higiene do ambiente, evitar ou diminuir a frequência de banhos, principalmente em animais muito jovens ou idosos. Recomenda-se usar roupas nos pets com pouca pelagem e sempre que sair para um passeio, escolher as horas mais quentes do dia para evitar o vento e a friagem. Manter um estado nutricional adequado por meio de alimentação de qualidade influi diretamente na condição corporal e no estado imunológico do animal. 

E lembre-se, sempre que necessário não deixe de consultar o médico veterinário, pois somente esse profissional poderá avaliar de forma adequada os sintomas e direcionar o tratamento médico necessário.






Comissão de Animais de Companhia do SINDAN - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal




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