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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Profissão político




É consenso nacional que a política brasileira tem baixo conceito e quase nenhuma credibilidade junto à sociedade. Não precisa ser cientista político para perceber, basta ser um cidadão atento e razoavelmente informado. A questão é: por que isso é assim há tanto tempo e não muda?

Acredito que em parte se deve à legislação (por isso a reforma política é pauta permanente) e também pela deterioração do sistema e do caráter da maioria que entra na vida pública. Política, no Brasil, é sinônimo de carreirismo, de profissão. Disso decorre boa parte dos problemas que afetam a própria política e ricochetam no país, na população.

A grande maioria dos políticos é formada de carreiristas de pouco espírito público e muito de interesse pessoal. Quem entra prova o gosto do poder e das regalias e não sai mais. E para permanecer faz todos os esforços possíveis, até alguns nada decentes, como temos visto. Assim se formam os caciques, donos de partidos, influentes em qualquer governo.

Parlamentares que acumulam há décadas mandatos e montam esquemas tão duradouros e poderosos que se alguma liderança nova quiser enfrentá-los desiste. A força é desigual, os políticos profissionais sempre têm grandes recursos para gastar em uma eleição, mesmo que tal investimento nunca seja coberto com os subsídios recebidos durante o mandato, o que é no mínimo suspeito. Então, essa situação prejudica e até impede a renovação.

Portanto, política aqui é profissão, meio de vida, forma de enriquecer construir grandes patrimônios. Não deveria ser assim, deveria ser forma de servir ao país e ao povo, cumprir uma missão e depois voltar à profissão de origem, cuidar de seus negócios anteriores.

Todavia, na maioria das vezes os políticos brasileiros permanecem vitaliciamente na atividade e se saírem não saberão exercer a antiga profissão por estarem desatualizados e também não saberão gerir um negócio próprio na iniciativa privada. E, como geralmente saem milionários da política nem precisam se preocupar.

Gostei muito do que disse Eric Cantor na revista Veja: “Nos EUA, uma pessoa não entra na carreira pública para ficar rica. Se fizer isso, vai para a cadeia. Você tem de sair da vida pública para ganhar dinheiro. Deveria ser assim também no Brasil”.

Cantor foi líder da maioria republicana na Câmara dos Estados Unidos entre 2011 e 2014 e quando deixou o parlamento foi trabalhar como advogado de um grande banco de investimentos. Na entrevista ele fez outra observação: na Câmara Legislativa do estado da Virgínia os deputados recebem cerca de 17 mil dólares por ano. “Ou seja, você precisa trabalhar, o Legislativo não basta. Todos têm um emprego.”

Voltando ao Brasil, a pergunta é: por que os políticos se perpetuam nos governos ou nos legislativos? A resposta mais simples, e correta, é: 1) Nos governos, pela sedução que o poder exerce, altos salários, mordomias e o exercício da influência em proveito pessoal. Sempre que alguém é convidado para cargo executivo acaba transformando esse cargo em profissão, dificilmente o deixará; se muda o governo muda junto, se não puder continuar no federal vai para uma estatal ou para um governo estadual. Isso se não usar o cargo público como trampolim para se eleger deputado ou senador; 2) No legislativo (municipal, estadual e federal) há uma prerrogativa legal, o estatuto da reeleição, o parlamentar pode se reeleger quantas vezes quiser. Aí, caberia ao eleitor ter discernimento e capacidade de avaliar os candidatos, mas exigir isso seria exigir demais.




Luiz Carlos Borges da Silveira - empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.


Dia da Poupança - quem poupa realiza mais sonhos




Neste dia 31 de outubro comemora-se, no Brasil e no mundo, o Dia da Poupança. A data foi estabelecida em 1924, durante um congresso internacional de Economia, na Itália. No Brasil é comemorada desde 1933. Porém, apesar de passados 78 anos em que a importância de poupar é relembrada anualmente no Brasil, as estatísticas de endividamento do brasileiro demonstram que o hábito de poupar seja para comprar ou para reservar para imprevistos ou para uma aposentadoria digna, ainda não foi totalmente assimilado.& nbsp;
 
"Brasileiros compram primeiro para depois tentar pagar. E muitas vezes compram o que não precisam e deixam de realizar sonhos porque não poupam", explica Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) que criou a Metodologia DSOP (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar) de Educação Financeira, na qual estão baseados seus livros para crianças, jovens e adultos e obras didáticas usadas em diversas escolas do país.
 
Para Domingos, esse problema preocupa porque atinge pessoas de diferentes faixas etárias e níveis sociais e culturais, e porque a população brasileira está envelhecendo sem se preparar financeiramente para essa fase da vida. "De um lado temos muitos jovens, alguns em seus primeiros empregos e salários, já endividados, de outro temos os aposentados, que em sua gr ande maioria depende de parentes ou de continuar trabalhando para viver, já que não possuem poupanças", alerta Domingos.
 
A falta de domínio da situação financeira leva a um hábito comum que é esperar sobrar algum dinheiro no orçamento mensal para realizar os sonhos. Tem também o poupador que guarda dinheiro sem um objetivo definido. "Quem não poupa realiza menos sonhos e quem poupa sem um propósito tem grande probabilidade de gastar este dinheiro aleatoriamente, sem nem perceber", diz o educador financeiro.
 
Seja qual for o perfil do consumidor, Domingos diz que reservar parte do que se ganha para realizar sonhos é possível desde que se tenha foco e disciplina. O ideal é definir três sonhos materiais - de curto (um ano), médio (até 10 anos) e longo (mais de 10 anos) prazos. Ele recomenda que entre esses sonhos estejam a liquidação de dívidas (caso as tenha) e o próprio sonho da aposentadoria digna, da independência financeira.
 
Deve-se calcular quanto seria necessário poupar por mês para a realização desses sonhos dentro dos prazos pretendidos. O valor a ser poupado deve entrar no orçamento. Ou melhor, deve ser priorizado. Isso significa que o valor a ser poupado para os sonhos deve ser descontados dos ganhos (da receita) e com o saldo restante é que se define o real orçamento ou padrão de vida que o indivíduo ou a família terá de adotar se quiser garantir a realização de seus sonhos. Para essa readequação de orçamento, recomenda-se um balanço anual da situação financeira, um diagnóstico de gastos diários durante 30 dias - para identificar para onde está ind o cada centavo e facilitar a escolha de corte de supérfluos -, além do controle mensal do orçamento.
 
Esse é um exercício que leva o indivíduo ou a família a um esforço de corte de gastos, porém, motivados pela certeza de que serão recompensados com a realização dos sonhos. Isso está relacionado com o conceito DSOP de Dívida de Valor: aquelas que se contrai porque há o desejo de ampliar o patrimônio, diferentemente da Dívida sem Valor, que não agrega nenhum valor à vida das pessoas e pouco a pouco vai minando a saúde financeira. "Pensar sobre isso antes de consumir faz grande diferença no saldo bancário e na satisfação pessoal ao longo da vida", diz Domingos.


 
Outras formas de poupar

- Evitar compras por impulso: os consumidores devem se fazer algumas perguntas antes de comprar - Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas?
- Pesquisar preço e comprar à vista: Tudo que se compra em prestações paga-se mais caro. Já quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.
- Pedir desconto: Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.
- Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.

 
Como investir o dinheiro poupado 

Domingos explica que poupar é o ato de guardar dinheiro. Investir é direcionar o dinheiro poupado ou não gasto a algum tipo de investimento, que também deve estar atrelado ao prazo do sonho e ao perfil do investidor: conservador (não corre riscos), moderado (corre riscos somente em uma pequena parte do investimento) e arrojado (prefere correr riscos e ter mais retorno na aplicação).

Assim, para sonhos de curto prazo, ele recomenda a caderneta de poupança. Para sonhos de até 10 anos, os fundos de renda fixa ou variável são boas opções porque quanto maior o prazo de investimento, menor o imposto cobrado. Investimentos como CDB, títulos do tesouro direto, ouro, entre outros, requerem ajuda de profissionais especializados para avaliação de vantagens e riscos. Já os investimentos de longo prazo como ações na Bolsa de Valores, títulos do Tesouro Direto e previdência privada, exigem cuidado maior porque há punições tributárias caso queira resgatar a curto ou médio prazos. Mais informações: www.abefin.org.br.


DSOP Educação Financeira
www.bazz.com.br



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01 de novembro - DIA MUNDIAL DO VEGANISMO



CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DA DIETA VEGANA

Nos últimos anos, além do aumento de adeptos houve um notável aumento no número de lançamentos de produtos que não possuem origem animal


Estabelecido em 1994 por Louise Wallis, então presidente da Vegan Society da Inglaterra, a instituição vegana mais antiga do mundo, o Dia Mundial do Veganismo possui o objetivo de chamar a atenção para uma filosofia de vida que descarta o consumo de qualquer produto de origem animal. No Brasil, a comemoração vem de encontro a um momento em que a demanda por produtos veganos cresce quase que de forma exponencial.

“É visível a ampliação desse mercado, principalmente pelo crescimento de estabelecimentos e restaurantes que, cada vez mais, voltam seus cardápios para o público vegano e vegetariano. Além disso, temos notado um grande aumento no número de empresas que estão investindo no lançamento de produtos que não possuem ingredientes de origem  animal”, explica Ricardo Laurino, presidente da SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira.

Segundo Laurino, um levantamento realizado pela própria SVB , por meio do Google Trends, revelou que, entre 2011 e 2015, o volume de buscas pelo termo “vegano” teve um aumento de 700% no país. Além disso, a entidade teve um incremento de mais de 60% no número de filiados nos últimos doze meses.

Para David Oliveira, gerente de marketing da Superbom, uma das principais empresas brasileiras do segmento de alimentos veganos e vegetarianos, o segmento está em ampla expansão. “Hoje, existem diversos produtos, como snacks (doces e salgados), enlatados, congelados, e até queijos, sem nenhum tipo de componente de origem animal, o que facilita a vida de quem quer manter uma dieta restritiva. Há 10 anos, os adeptos da dieta vegana não tinham tantas opções”,

Benefícios da dieta vegana

Em alusão a essa data tão importante e com o intuito de auxiliar quem deseja parar de consumir produtos que possuem qualquer procedência animal, Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, empresa alimentícia especializada em produtos saudáveis, veganos e vegetarianos, listou seis benefícios da dieta vegana.

1 - A dieta vegana pode salvar milhões de vidas humanas
Pesquisa publicada em março de 2016 no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que se todas as pessoas adotassem o veganismo, 8,1 milhões de vidas seriam salvas até 2050. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), que foram os idealizadores do estudo, o número está relacionado com a menor incidência de doenças como diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer, comumente ligadas com a dieta que inclui alimentos de origem animal.

2 - Menor possibilidade de desenvolver câncer
No mês de outubro de 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu comunicado afirmando que o consumo excessivo de carnes processadas como salsicha, presunto, salame, mortadela, carne seca e carne enlatada, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer, principalmente o câncer colorretal. “Como a dieta vegana exclui o consumo dos alimentos citados, seus adeptos possuem uma possibilidade menor de desenvolver a enfermidade”, pontua Cyntia.

3 - A dieta vegana pode contribuir para o emagrecimento
Os adeptos da dieta vegana não consomem gordura saturada encontrada em produtos de origem animal. A consultora da Superbom pontua que cada grama de gordura equivale a 9 kcal, assim, ocorre uma redução significativa no consumo final de calorias diárias. “Por conter variedade de vegetais e alimentos integrais, a alimentação vegana costuma ser rica em fibras que fará com que a pessoas comam porções menores e aumentará a sensação de saciedade, contribuindo para o emagrecimento e também para o bom funcionamento do intestino”, afirma.

4 - Salva animais dos abatedouros
Ao não comprar ou consumir produtos de origem animal, o indivíduo sabe que está contribuindo para a queda da demanda desses alimentos e, consequentemente, pela diminuição das mortes dos animais. “É a melhor maneira de ajudar os animais e de acabar com o sofrimento deles. Nas fazendas industriais existem muitos casos em que eles são mantidos em condições ultrajantes e em espaços exíguos”.

5 - Não consumir produtos de origem animal é uma atitude sustentável
A produção de carne afeta negativamente o equilíbrio do planeta pelos altos índices de desmatamento para pastagens para o rebanho bovino em regiões não recomendadas, como a Floresta Amazônica. “De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) é gasto 16 vezes mais água para produzir uma libra (o equivalente a 0,453 kg) de proteína de carne comparada à proteína vegetal”, informa a especialista.

6 - Economia
De acordo coma nutricionista, seguir um cardápio isento de alimentos de origem animal não necessariamente compromete o orçamento familiar, muito pelo contrário. “Em uma dieta convencional, é o consumo da carne animal que acaba onerando as compras, já que o produto tem um alto valor agregado. No caso dos  veganos, a base da alimentação inclui verduras, legumes, hortaliças e cereais, que são os alimentos mais baratos na gôndola do supermercado”.

Informação é essencial
Por fim, a especialista destaca que o mais importante quando o assunto é dieta vegana é a informação. “Quanto mais a pessoa conhecer a procedência do que consome, as necessidades do próprio corpo e a composição de uma dieta equilibrada, que seja capaz de fornecer os nutrientes necessários, mais certeza ela terá de que está no caminho certo quanto aos seus hábitos alimentares, melhorando assim sua qualidade de vida”, conclui a nutricionista e consultora da Superbom.