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sábado, 18 de abril de 2015

Já se constata que a perda auditiva está começando a surgir mais cedo entre moradores de grandes cidades





Em 24 de abril é comemorado o Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído, uma data importante para refletirmos sobre a agitação e o barulho alto que cada vez mais nos rodeiam. O silêncio é um ilustre desconhecido não só nas metrópoles e capitais, mas também em grandes e médios municípios do interior do país. 
O barulho causado por obras, bares, casas de shows, pelo tráfego pesado nas avenidas ou mesmo aquele proveniente dos carros de som tem tirado a tranquilidade das pessoas. Até mesmo no período em que o silêncio deveria prevalecer, os sons urbanos estão lá, agitando a madrugada.
Perturbar o sossego é crime previsto em lei federal. E, para assegurar o direito ao silêncio, muitas cidades país afora já implantaram o Disque Silêncio. O nome pode variar, mas o objetivo é um só: combater a poluição sonora que perturba os moradores de centros urbanos. O serviço está disponível pelo telefone ou pela internet, em cidades como São Paulo; Rio de Janeiro; Florianópolis; Belo Horizonte e Governador Valadares (MG); Vitória, Vila Velha e Guarapari (ES); Cuiabá; Belém; Fortaleza e João Pessoa, entre outras.
“Infelizmente a poluição sonora ainda não é percebida por todos os  indivíduos como uma agressão. O barulho é um poluente invisível que, contínua e lentamente, agride as pessoas, causando danos, principalmente auditivos”, lembra a fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas.
Fortaleza saiu na frente. Além do Disque Silêncio, é a primeira cidade brasileira a criar o “Mapa do Ruído”, que mostra à população e às autoridades registros e curvas de intensidade de barulho em diversas áreas da cidade. Trata-se de uma importante ferramenta de monitoramento do som que ajuda no planejamento urbano – criação de novas vias, implantação de indústrias, shoppings –a fim de preservar e até mesmo melhorar a qualidade de vida dos moradores. Já em Cuiabá, registros do setor de Poluição Sonora da Secretaria de Meio Ambiente apontam que o barulho em residências é o que mais incomoda.
Os especialistas alertam: o barulho faz mal. De acordo com  critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), ruídos constantes acima de 55 decibéis durante o dia e 40 decibéis durante a noite são nocivos. 
“Já se constata que a perda auditiva está começando a surgir mais cedo entre moradores de grandes cidades. O excesso de ruído piora a cada dia e sabemos que o barulho intenso e prolongado pode causar perda de audição ao longo dos anos”, explica a especialista.
A Sociedade Brasileira de Otologia estima que 30% a 35% das perdas de audição são consequência da exposição a ruídos comuns do dia-a-dia. E a ideia de que nos acostumamos com o barulho é um mito. Mesmo quando parece que ele não incomoda, biologicamente continua a nos fazer mal. São buzinas a qualquer hora do dia ou da noite; obras; trânsito, carros de som; ronco de caminhões; gritos e algazarra nos prédios e condomínios, ruas e até nas escolas; festas e música alta em casa ou no vizinho; boates e outras incontáveis formas de ruído.
“A perda auditiva é tão gradual que muitas vezes não se tem certeza se ela está ocorrendo ou não. Por isso é preciso estar atento aos sinais que podem indicar o início do problema, como o zumbido nos ouvidos”, comenta Isabela Carvalho. Segundo ela, é comum o indivíduo só procurar tratamento quando o caso já está mais grave.
A “Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados”(PAINPSE) pode acontecer após um som de breve duração, porém muito intenso (explosão) ou devido à exposição frequente a ruídos ao longo da vida. Quanto mais o barulho afeta uma pessoa no cotidiano, maiores são as chances de ela ter perda auditiva mais cedo.
Para proteger a audição, o ideal é utilizar atenuadores, mais conhecidos como protetores de ouvidos. Eles são leves e diminuem o impacto dos sons. “Os atenuadores, como o nome diz, reduzem o volume excessivo, mas quem os usa não deixa de ouvir o som ambiente”, explica a fonoaudióloga. “Os atenuadores são moldados de acordo com a anatomia do ouvido de cada pessoa, e os da Telex, por exemplo, diminuem o barulho entre 15 decibéis e 25 decibéis, conforme a necessidade do usuário”, completa.
Os protetores auriculares, confeccionados em silicone, e que tem como objetivo proteger os ouvidos contra a entrada de água, também são usados por muitas pessoas para reduzir o barulho ambiente, já que também diminuem a intensidade do som.
Se houver suspeita de problemas de audição, o melhor é procurar um otorrinolaringologista. É ele quem vai indicar o tratamento mais adequado. Na maioria das vezes a indicação é de uso de aparelho auditivo, essencial para que o indivíduo resgate os sons e sua autoestima.
“Atualmente, há uma diversidade de modelos de aparelhos auditivos, como os da Telex, que são discretos, com design moderno, alguns até mesmo invisíveis no ouvido (intraauriculares), adequados para diferentes graus de perda auditiva e que não ofendem a vaidade de quem usa”, conclui a fonoaudióloga.

Telex Soluções Auditivas  -  www.telex.com.br

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