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quarta-feira, 29 de abril de 2015

FEMAMA luta por acesso ao tratamento do câncer de mama avançado no SUS




Por meio de Audiências Públicas e encontro com parlamentares em diversas regiões do País, Federação pede mais atenção à causa

Hoje, dia 29 de abril, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Mama. A data é uma oportunidade para se colocar em foco a necessidade de formulação de políticas públicas de atenção ao câncer de mama avançado. O alerta é da FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – que, em parceria com suas ONGs associadas, tem liderado Audiências Públicas em algumas regiões do País, a fim de buscar alternativas para tornar acessíveis a todas as pacientes os tratamentos mais modernos para o câncer de mama avançado na rede pública de saúde.

Os encontros tratam da possibilidade de estados e municípios fornecerem gratuitamente às pacientes locais os medicamentos para tratamento do câncer de mama avançado que não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde. Atualmente, a única saída para que essas pacientes obtenham os tratamentos mais modernos se dá através de ações judiciais.

“O diálogo com os deputados estaduais é um importante caminho para fortalecer ações necessárias e efetivas para o controle da doença”, comenta dra. Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da FEMAMA.

No Rio Grande do Norte e no Amazonas os encontros já aconteceram. As próximas audiências agendadas ocorrerão nos estados de Mato Grosso do Sul, Sergipe, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, podendo ocorrer ainda em outros estados.

“Nossa intenção é buscar aliados, gerar o debate e reunir todos os esforços para que sejam implementadas as políticas públicas necessárias para que o acesso ao tratamento adequado, de fato, seja uma realidade para as pacientes de câncer de mama, com ênfase, neste caso, para o câncer de mama avançado, em que nossa política atual é totalmente deficitária”, explica dra. Maira.

Câncer de mama avançado no Brasil
O câncer de mama ainda é um grave problema de saúde pública. É o tipo de tumor mais comum entre as brasileiras, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma, responsável por mais de 57 mil novos casos por ano, conforme dados do Ministério da Saúde para 2015. Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), cerca de metade das usuárias do SUS diagnosticadas no país em 2010 já estavam em estágio avançado.

Além das Audiências Públicas mobilizadas ao redor do Brasil, a FEMAMA também realiza outras ações para que os tratamentos mais específicos e atualizados para o câncer de mama avançado estejam disponíveis na rede pública de saúde. São exemplos desses esforços os Ciclos de Debates sobre Câncer de Mama para Parlamentares – encontros para fornecer informações técnicas aos congressistas a fim de estimulá-los a buscarem alternativas, dentro de suas áreas de atuação, que facilitem a implementação de políticas de acesso aos tratamentos – e a campanha intitulada “Para Todas as Marias”, que visa envolver a sociedade na discussão sobre a necessidade de lutar por direitos para as mulheres que vivem com a doença em estágio avançado. A campanha conta com uma petição on-line para mobilizar a população pela inclusão de um dos tratamentos mais modernos para o câncer de mama avançado no Sistema Único de Saúde.
Para assinar a petição, basta acessar:  http://goo.gl/ZgFydB

Sobre a FEMAMA
A FEMAMA é uma associação civil, sem fins econômicos, presente na maioria dos estados brasileiros por meio de ONGs associadas que buscam reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. Desde a sua fundação, em julho de 2006, a FEMAMA, por meio de sua intensa atuação de advocacy, vem lutando pela formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama, a fim de garantir maior acesso e qualidade no diagnóstico e tratamento da doença. Entre suas conquistas estão o 1º Prêmio Excelência Latina concedido à FEMAMA pela American Câncer Society (ACS), a implementação do Outubro Rosa no Brasil, as Caminhadas das Vitoriosas, a articulação para aprovação da Lei 12.732/12 que determina que o tratamento de pacientes diagnosticados com câncer seja iniciado pelo SUS em até 60 dias, o apoio à aprovação da Lei 11.664 que regulamenta a mamografia a partir dos 40 anos pelo SUS, as campanhas de conscientização e os projetos de fortalecimento das organizações filantrópicas associadas.

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