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terça-feira, 31 de março de 2015

HC alerta pais sobre consumo excessivo de chocolates por crianças na Páscoa




 Nutricionista do Instituto da Criança dá dicas sobre quantidade e tipos de chocolates que devem ser oferecidos aos pequenos
Ficar de olho no tamanho e na quantidade de ovos de chocolate que as crianças ganham na Páscoa é importante para evitar o consumo exagerado e os efeitos negativos associados ao açúcar e às gorduras presentes no doce como cáries, colesterol e triglicérides altos e obesidade.
O alerta é da nutricionista Lenycia Neri, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
As vantagens do chocolate estão ligadas ao teor de cacau. Embora não existam muitas pesquisas sobre o benefício do fruto para crianças, estudos em adultos demonstram o consumo regular associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares, já que o cacau contém compostos responsáveis por atividade antioxidante, anti-inflamatória, vasodilatora e combativa à obstrução arterial.
Segundo a nutricionista, durante o período de exposição das crianças à guloseima os pais não devem descuidar da alimentação normal e adequada. “É preciso respeitar os horários das refeições e a qualidade da alimentação. Oferecer alimentos com menor teor de gordura, restringir outros doces e aumentar a oferta de frutas e hortaliças ajudam a equilibrar a alimentação. Quando existem exageros na ingestão de qualquer alimento, os demais grupos alimentares que devem ser consumidos são esquecidos”, explica.
A dica é separar a porção de chocolate para consumo e não deixar o ovo à disposição para a criança comer o quanto quiser. Ela lembra que não menores de dois anos de idade não devem consumir açúcares e doces. A partir dessa idade, a quantidade recomendada é de uma porção de 55 kcal por dia. Considerando apenas o consumo de chocolates como doces, se a criança ganhar um ovo de páscoa de 100g (560 kcal) e consumir uma porção por dia, este ovo durará 10 dias.
Confira abaixo outras dicas para escolher os ovos e as maneiras mais adequadas para oferecer o doce aos pequenos (Fonte: Instituto da Criança do Hospital das Clínicas)
Optar pelos amargos ou meio amargos
Os benefícios do chocolate estão associados ao teor de cacau e dos compostos fenólicos, responsáveis pelo amargor. O chocolate amargo é o ideal e, em segundo lugar, o meio amargo. Apesar da opção ao leite ser a preferida das crianças, ela contém menos cacau e mais açúcar. O branco não é recomendável por não conter cacau. Os recheados podem conter maior quantidade de açúcares e gorduras.
Avaliar os ingredientes do produto
Os ingredientes aparecem listados nos rótulos dos produtos em forma decrescente, a partir do que está presente em maior quantidade para o menor. Observar a lista pode facilitar a avaliação da proporção de ingredientes como cacau e gorduras. Olhar a tabela nutricional também contribui para a seleção do ovo com menor quantidade de calorias, especialmente em relação às gorduras totais e trans. Os pais com crianças alérgicas a alimentos ou doença celíaca devem fazer a leitura cuidadosa dos rótulos para evitar contaminação cruzada (quando o produto contém pequenas quantidades do item causador de alergia por contaminação acidental no processo de produção). É recomendável optar por produtos especialmente formulados para as restrições como os sem glúten, à base de soja ou alfarroba.
Ensinar a criança a saborear os alimentos
Quando a criança comer o chocolate é importante que esteja em ambiente agradável e não tenha distrações (como televisão ou computador). Sentir o aroma e consumir devagar, deixando o alimento derreter na boca, permitirá que a criança se satisfaça com pequenas quantidades. Além disso, vale lembrar que chocolate não é lanche e sim sobremesa.
- Reações ao chocolate
A reação alérgica ao cacau é rara. As reações, em geral, estão associadas a outros componentes presentes nos chocolates como leite, amendoim ou castanhas. O consumo em excesso de qualquer alimento rico em gordura e açúcar, no entanto, deve ser evitado por poder desencadear dores abdominais, diarreia, náuseas e vômito.

Os grandes vilões da inadimplência




Números apontam nova queda em geração de empregos e seguem em elevação no que tange ao desemprego, juros e inflação.

O consumo desenfreado e a atual recessão econômica que o país enfrenta após as eleições, pode ser sentida e medida dia após dia nestes meses iniciais de 2015. Inflação atingindo níveis elevados, geração de empregos em queda vertiginosa e juros cada vez mais exorbitantes são alguns dos temores enfrentados pelos brasileiros.
Nos últimos dias de março o IBGE divulgou os números da economia em 2014, para completar a onda de más notícias, apontando um ano nulo em crescimento econômico. O Produto Interno Bruto - PIB - teve queda de 0,4% entre outubro e dezembro do ano avaliado, e variação positiva próxima de zero em 12 meses. A economia cresceu 0,1%, pior resultado desde 2009 (ano marcado por uma crise internacional),  de acordo com a nova metodologia de cálculo do IBGE - onde se considera como investimentos itens que anteriormente eram classificados como despesas.
O Banco Central ainda prevê queda de 0,5% no PIB do país e uma inflação maior do que o teto estipulado pelo governo, podendo alcançar quase 8%.
O desemprego segue em alta, com taxa de desocupação em 5,9%, maior no mês desde 2011, e 19,4 milhões de pessoas economicamente inativas. O rendimento dos trabalhadores registra queda pela primeira vez desde outubro de 2011, ficando em R$2.163,20.
A indústria amargou uma retração de 7,1% quando comparada à fevereiro de 2014, reflexo das mais de 130 mil demissões no setor.
Os juros do cartão, que são divididos entre crédito rotativo e crédito parcelado, conforme dados divulgados pelo Banco Central,apenas entre janeiro e fevereiro deste ano o juros rotativo no cartão de crédito já apresentou elevação de 7,8 pontos percentuais, atingindo o estrondoso número de 342% ao ano. Já a taxa do cheque especial subiu de 209% em janeiro para 214,2% em fevereiro.
É neste cenários de números negativos que a população passou a ter dificuldade em honrar suas dívidas, fazendo uso de perigosas fontes de crédito como uso do rotativo do cartão e o cheque especial.  E é aí que a corda aperta no pescoço pois, em uma crescente bola de neve,  o consumidor precisa realizar novos empréstimos para cobrir o pagamento do anterior e garantir o básico para seu sustento.
A legislação não permite que a instituição financeira retenha de forma indevida a verba salarial, o que colocaria em risco a subsistência do cidadão e de sua familia, entretanto, muitas instituições financeiras agem de forma ilícita, valendo-se do salário do correntista que lhe é depositado em conta corrente pelo empregador, a fim de cobrir saldo devedor  ou satisfazer crédito oriundo de contrato de empréstimo. Este pagamento deve ser obtido por meio de cobrança judicial, jamais retido diretamente da conta do devedor, visto que o salário é impenhorável segundo a legislação pátria.
Às instituições financeiras é vedada a cobrança de taxas de devolução de cheques sem fundo. O Conselho Monetário Nacional considera ilegal este tipo de tarifa e sujeita à punição.
A população deve atentar-se aos seus direitos e manter-se reticente e cautelosa na hora do consumo, evitando o máximo os vilões da inadimplência que assombram o país e os números nada otimistas que devem narrar a economia este ano.

Dr. Luciano Duarte Peres - presidente da Comissão de Direito Bancário do Instituto dos Advogados de Santa Catarina e presidente do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Bancário.

EMPREGADOR TERÁ QUE PEDIR SEGURO DESEMPREGO PARA DEMITIDO





Para tornar mais ágil e efetivo o atendimento ao pedido e dar maior segurança às informações sobre os empregados, o Ministério do Trabalho e Emprego determinou que as empresas passem a preencher o requerimento do seguro-desemprego de seus empregados pela internet. A medida entra em vigor na próxima quarta-feira (1º), de acordo com resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Segundo o advogado Bruno Gallucci, do escritório Guimarães e Gallucci, tais mudanças vão agilizar o requerimento. “O sistema dará maior rapidez à entrega do pedido, além de garantir a autenticidade dos dados, e possibilitará o cruzamento de informações sobre os trabalhadores em diversos órgãos, facilitando consultas necessárias para a liberação do seguro-desemprego e a vida dos trabalhadores demitidos, que terão acesso aobenefício com maior agilidade”, afirma.
Os empregadores só poderão preencher o requerimento do seguro-desemprego e a comunicação de dispensa de trabalhadores por meio do aplicativo Empregado Web, disponível no Portal Mais Emprego, do Ministério. A entrega dos formulários impressos, utilizados hoje, será aceita somente até 31 de março.

MP 232, QUE AUMENTARIA TRIBUTOS DO SETOR DE SERVIÇOS, CAIU HÁ 10 ANOS





IBPT teve papel destaque na luta da sociedade contra o aumento abusivo de impostos
Há exatos 10 anos, a serem completados no dia 31 de março de 2005, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT e centenas de entidades representativas do setor de serviços e da sociedade civil obtiveram uma importante vitória ao derrubar, no Congresso Nacional, a Medida Provisória 232, publicada na calada da noite do dia 30 de dezembro de 2004, e  que traria significativo aumento para os prestadores de serviços de todo o País. A MP alterava a  base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro de 32% para 40%, majorando em 63% a carga tributária do setor.
De acordo com o presidente do Conselho Superior do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, um dos impulsionadores do movimento, “a mudança significaria um aumento de 13,5% nos gastos do consumidor brasileiro. A MP também poderia provocar mais de 100 mil demissões e um acréscimo de mais de 200 mil trabalhadores informais no mercado”.  
Diante da medida, que estava prestes a ser convertida em lei, o IBPT e o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná - CRC PR lançaram, em 12 janeiro daquele ano, em Curitiba, a Frente Brasileira Contra a MP 232. Na sequência, o movimento recebeu a adesão e o apoio de diversas entidades de classe e da sociedade civil,  sendo as pioneiras o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias,Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo Sescon – SP, a Associação Comercial de São Paulo - ACSP, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo-Fiesp e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.
Ainda no mês de janeiro de 2005, foi realizado um encontro em São Paulo, na sede do Sescon – SP,  com a presença do ministro Guilherme Afif Domingos, então presidente da Associação Comercial de São Paulo, quando o movimento ganhou maior representatividade.
Integraram-se à luta a Fenacon, Fecomercio, OAB/PR, CFC, Fecopar, Sescap-PR, Fehospar, CRO-PR, CRM-PR, Corecon-PR, Senac-PR, Setcepar, Sicontiba, Creci-PR, Faep, Sincopuava, Múltipla, Cooperlog, entre muitas outras, chegando a contar com  a adesão de cerca de 70 entidades de todo o País.
No ato seguinte, ocorrido em 15 de fevereiro, a Frente reuniu mais de 2 mil pessoas e cerca de 1.100 entidades representativas dos contadores, advogados, médicos, artistas e outras categorias profissionais, no Clube Espéria, em São Paulo, para a assinatura de um manifesto. O documento foi entregue pelos representantes da Frente em audiência com os então presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara Federal, Severino Cavalcanti, que acabavam de assumir os cargos em Brasília.
Na ocasião, houve ainda a distribuição de cartilhas com informações sobre o impacto da MP 232 aos parlamentares que participariam da votação. “A sociedade brasileira já não suporta mais a carga tributária e a MP 232 é apenas a gota d'água. O Congresso tem de reagir e mudar a Constituição para que o governo não possa aumentar impostos por medidas provisórias”, afirmou Afif Domingos, naquele momento.
A intensa mobilização e a pressão da classe empresarial e da sociedade brasileira deu resultado: após uma tumultuada votação da MP na Câmara, com pedido de retirada de pauta pelo presidente da Casa, Severino Cavalcanti, no dia 31 de março de 2005, o governo editou a Medida Provisória 243,  publicada no Diário Oficial da União – DOU em 1º de abril, revogando grande parte das determinações contidas na MP 232, e livrando os brasileiros do “tsunami tributário”, como a medida era chamada à época.
“A forte reação da sociedade, com a criação da Frente Brasileira Contra a MP 232, fez com que o governo federal desistisse de aumentar os impostos para os prestadores de serviços, sendo aquela a primeira vez em que uma medida que aumentava os tributos não foi convertida em lei”, relembra Gilberto Luiz do Amaral, do IBPT.

Pesquisa do Ibmec/RJ revela que preço dos ovos de Páscoa registrou aumento de 16,5% em 2015





A Páscoa é a segunda data mais importante em vendas para os supermercados depois do Natal. O professor de Finanças da pós-graduação do Ibmec/RJ, Gilberto Braga, fez uma pesquisa sobre o preço dos ovos de Páscoa em 2015. Segundo o levantamento e dados dos setores de supermercados e indústria, os preços dos ovos de Páscoa aumentaram em média 16,5% entre 2014 e 2015. Apesar da crise e da mudança no comportamento do consumidor, que estão optando por ovos menores, o setor aposta num pequeno crescimento nas vendas.
Considerando os ovos com peso entre 100g e 270, que concentram a maior procura dos consumidores, os aumentos ficaram entre 10% e 11% em relação ao ano passado. Os ovos com brindes registram os maiores aumentos de preços individuais.
O preço do chocolate em barra aumento 8,8% em média nos últimos 12 meses, ou seja, menos que os ovos de Páscoa. Os bombons e barra são opções mais baratas para quem quer manter a tradição de começar esse doce na Páscoa. Uma barra de chocolate de 170g custa, em média, entre R$ 4,50 e R$ 6,00. Enquanto o mesmo peso de chocolate sob a forma de ovo custa, em média, R$ 16,00.
O grande lançamento da data foi o Ovo Kopenhagem Pandora, de 1 kg, feito em parceria com a joalheria e que vem com um pulseira e custa R$ 420, 00.
 Segundo Gilberto Braga, “a dica para os consumidores economizarem é pesquisar e, para quem não se importar com a correria nos últimos dias nos corredores cheios do supermercado, aguardar a chegada do sábado, véspera de Páscoa, quando os preços poderão sofrer uma queda”.