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sábado, 24 de janeiro de 2015

DEFORMIDADES DENTOFACIAIS E CIRURGIA ORTOGNÁTICA




O crescimento da face é um processo complexo que evolui ao longo da infância e adolescência. As características faciais e das arcadas dentárias dependem da harmonia no desenvolvimento dos maxilares entre si e em relação ao resto da face e crânio.  Quando os maxilares crescem de maneira desordenada (em quantidade ou direção), certas deformidades, ditas DENTOFACIAIS, podem surgir.
As DEFORMIDADES DENTOFACIAIS são um grupo de condições caracterizadas pela associação entre problemas ortodônticos (má-oclusão dentária) e estéticos, pois a causa do problema reside não apenas nas arcadas dentárias, mas sim no esqueleto facial (principalmente a mandíbula e maxila). Estas condições são agrupadas de acordo com suas características clínicas e são representados por tipos faciais bem conhecidos (e caricaturados) pelo público leigo. Os tipos mais comuns são: 
-Prognatismo mandibular (queixo grande);
-Retrognatismo mandibular (queixo pequeno);
-Mordida aberta;           
-Assimetrias;     
-Excesso vertical da maxila (sorriso gengival);
-Deficiência de maxila (Falta de projeção da maçã do rosto);
-Dentes anquilosados;
-Atresia da maxila (dentes apinhados / mordida cruzada);
Os portadores de DEFORMIDADES DENTOFACIAIS sofrem de uma série de problemas que dependem do tipo e gravidade do caso, e podem envolver:
- Problemas mastigatórios e disfunção têmporo-mandibular;
- Problemas respiratórios (respiração bucal ou apnéia do sono);
- Alterações da fala;
- Distúrbios psico-sociais em virtude da deformidade estética;
A normalização das formas e tamanhos dos maxilares, tornando-os proporcionais e trazendo benefícios estéticos à face, se dá através de TRATAMENTO ORTO-CIRÚRGICO. Inicialmente o ortodontista alinha e nivela os arcos dentários para que a CIRURGIA ORTOGNÁTICA seja realizada. Esta cirurgia é realizada por um CIRURGIÃO BUCOMAXILOFACIAL e uma equipe completamente treinada e capacitada para tal procedimento.  Nesta segunda etapa, cortes precisos são feitos em locais previamente estudados do esqueleto facial para que os segmentos ósseos possam ser posicionados adequadamente. Tudo é feito após horas de planejamento, que envolve análise facial, das arcadas dentárias, das radiografias, e simulações das diversas modalidades cirúrgicas em computador e em réplicas de resina do crânio dos pacientes. Tudo isto é feito para que se consiga precisão milimétrica e fidelidade absoluta na cirurgia.
Os segmentos ósseos são fixados na nova posição através de placas e parafusos muito delicados mas bastante rígidos, feitos de titânio (o metal mais biocompatível que existe) que não necessitam remoção no pós-operatório. Este método de fixação, quando indicado, dispensa o tradicional e desconfortável bloqueio intermaxilar, em que as arcadas dentárias são mantidas amarradas entre si por 3 a 6 semanas, dependendo do caso.
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral e, na maior parte dos casos, os pacientes permanecem hospitalizados por apenas 12 a 24 horas. Todo o procedimento cirúrgico é coberto pelos planos de saúde. Após o controle pós-operatório, realizado semanalmente por cerca de 1 mês, o ortodontista reinicia os ajustes no aparelho ortodôntico para a finalização do tratamento (o que pode levar alguns meses, dependendo do caso).

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