Pesquisar Blog Jornal da Mulher

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014


LEI ANTICORRUPÇÃO ENTRA EM VIGOR HOJE 

Consultor do Grupo Sage, Antonio Teixeira, explica que multas para empresas que agirem em desacordo com as regras podem variar de R$ 6 mil a R$ 60 milhões

A partir desta quarta-feira, dia 29 de janeiro de 2014, passa a vigorar a Lei Anticorrupção, a qual responsabiliza e prevê a punição de empresas envolvidas em atos de corrupção. As pessoas jurídicas flagradas serão alvos de processos civis e administrativos e poderão receber multas entre 0,1% e 20% sobre o faturamento anual bruto.

De acordo com o consultor tributário da IOB Folhamatic EBS, uma empresa do Grupo Sage, Antonio Teixeira, quando não for possível determinar o faturamento empresarial, o juiz definirá um valor que pode variar de R$ 6 mil até R$ 60 milhões. “Além disso, a empresa corrupta terá que reparar todo o dano causado, terá seu nome publicado em veículos de comunicação de grande circulação no País, e estará proibida de receber qualquer tipo de recurso, como subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de instituições financeiras públicas ou controladas pelo período de um a cinco anos”. Como se não bastasse, há ainda a possibilidade de suspensão, interdição parcial das atividades e até o fechamento da empresa, comenta o especialista do Grupo Sage.

A legislação é válida a todas as sociedades empresárias e às sociedades simples, personificadas ou não, independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado;  fundações; associações de entidades ou pessoas; e sociedades estrangeiras, que tenham sede, filial ou representação no território brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente. “A responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito”, ressalta Teixeira.

São considerados atos de corrupção: prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público, ou a terceira pessoa a ele relacionada; financiar, custear, patrocinar ou de qualquer modo subvencionar, comprovadamente, a prática dos atos ilícitos; utilizar-se de interposta pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular seus reais interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados.

No que diz respeito às licitações e contratos são atitudes corruptas frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo de procedimento licitatório público; impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório público; afastar ou procurar afastar licitante, por meio de fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo; fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente; criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa jurídica para participar de licitação pública ou celebrar contrato administrativo; obter vantagem ou benefício indevido de modificações ou prorrogações de contratos celebrados com a administração pública, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação pública ou nos respectivos instrumentos contratuais; manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a administração pública; e dificultar atividade de investigação ou fiscalização de órgãos, entidades ou agentes públicos, ou intervir em sua atuação, inclusive no âmbito das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro nacional.
Para saber mais sobre a Lei Anticorrupção, acesse o link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12846...htm.


DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA

CBR atenta para a qualidade nos exames

e a má distribuição dos mamógrafos no Brasil

A mamografia é o principal exame para detectar precocemente o câncer de mama.

A expectativa é que a doença atinja cerca de 57 mil novos casos no Brasil em 2014

 

Instituída por iniciativa do Colégio Brasileiro de Mamografia e Diagnóstico por Imagem (CBR), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o Dia Nacional da Mamografia será comemorado na quarta-feira, 5 de fevereiro. Este é o principal exame para detectar o câncer de mama precocemente, o que aumenta as chances de cura.

 

No Brasil, a expectativa é que, em 2014, surjam mais de 57 mil novos casos de câncer de mama, segundo as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), sendo que em 2011, foram 13.225 mortes, 120 homens e 13.225 mulheres.

 

“Os índices de mortalidade ainda são altos, resultados muitas vezes da dificuldade de acesso e má distribuição dos 4.500 mamógrafos existentes no Brasil,  assim como a qualidade – muitas vezes duvidosa – dos exames”, afirma a dra. Linei Urban, coordenadora da Comissão de Mamografia do CBR/SBM/FEBRASGO.

 

Segundo informações do CBR, o câncer de mama é um mal cada vez mais curável e isso se deve muito ao rastreamento mamográfico. “No horizonte do câncer de mama, contudo, está a redução da mortalidade, que já está presente nos países com rastreamento bem feito há muitos anos”, comenta a especialista.

 

Programas de Qualidade

 

A Comissão Nacional de Mamografia do CBR/SBM/FEBRASGO conta com um Programa de Qualidade que assegura que os mamógrafos, as imagens e a qualificação dos médicos radiologistas estejam adequados.

No entendimento do CBR, é fundamental que os pacientes questionem se o local onde realizam a mamografia está de acordo com os padrões qualitativos. “Caso contrário, pode até ser prejudicial, pois passa uma falsa impressão de segurança”, alerta a Dra. Linei Urban.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


PREVENÇÃO

Em São Paulo, devem ser vacinadas um milhão de meninas contra HPV


Para o estado, serão enviadas 2,1 milhões de doses. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e em 2016 às meninas de 9 anos.

 A partir de 10 de março, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero. Neste ano, serão vacinadas meninas de 11 a 13 anos. Em São Paulo, 1 milhão de adolescentes deverão ser imunizadas, apenas em 2014. A estratégia de vacinação nas unidades da rede pública do país e nas escolas, além da campanha de mobilização ao público-alvo, foram apresentadas, nesta quarta-feira (22), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A vacina estará disponível nos 36 mil postos da rede pública durante todo o ano, como parte da rotina de imunização. O Ministério da Saúde, no entanto, está incentivando às secretarias estaduais e municipais de saúde que promovam, em parceria com as secretarias de educação, a vacinação em escolas públicas e privadas. Para orientar esta mobilização, já foi distribuído informe técnico aos estados e municípios e, em fevereiro, inicia a capacitação a distância aos profissionais de saúde e professores. Também está previsto reforço nas escolas sobre a importância da vacina para adolescentes, pais e professores, com distribuição do Guia Prático sobre HPV.
Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e em 2016 às meninas de 9 anos. A meta do Ministério da Saúde é atingir 80% do público-alvo, composto por 5,2 milhões de meninas. A vacina contra HPV garante proteção de 98% contra o câncer de colo do útero.  
Para o primeiro ano de vacinação, o Ministério da Saúde adquiriu 15 milhões de doses. Em São Paulo, serão enviadas 2,1 milhões de doses ao longo de 2014. Será utilizada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo. O vírus HPV é uma das principais causas de ocorrência do câncer do colo de útero - terceira maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres.

 

CAMPANHA - O Ministério da Saúde preparou uma campanha informativa para orientar a população sobre a importância da prevenção contra o câncer do colo de útero. Com tema “Cada menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção”, as peças convocam as meninas para se vacinar. Na campanha, as mulheres também são alertadas de que a prevenção do câncer de colo do útero deve ser permanente. As informações serão veiculadas por meio de cartazes, spot de rádio, filme para TV, anúncio em revistas, outdoors e campanhas na internet, especialmente nas redes sociais.

 

SEGURANÇA - A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.  Estimativa da Organização Mundial da Saúde aponta que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. 

 

Carlos Américo
Agência Saúde – Ascom/MS

Iamspe alerta para doenças ginecológicas no verão

 

Uso de roupas leves e cadeiras de praia podem prevenir infecções, afirma especialista
No verão, período em que a proliferação de bactérias é maior, doenças que comprometem a saúde íntima da mulher são mais comuns. Por conta disso, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) faz um alerta para as infecções e doenças ginecológicas que ocorrem em períodos de alta temperatura.

O uso de roupas de banho úmidas, o calor em excesso e o suor são fatores que geram bactérias, fungos e protozoários. Dentre as doenças ginecológicas que surgem no verão, destacam- se as vulvovaginites, principalmente a candidíase, além das vulvovaginites virais, em especial as por herpes.

Cada uma delas tem um tratamento específico e medidas gerais de apoio, como, por exemplo, alcalinizar a região genital, no caso de candidíase.


Segundo Reginaldo Guedes, diretor do Serviço de Ginecologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), escolher o tipo correto de vestuário é fundamental para evitar possíveis infecções.

“As roupas devem ser folgadas, de preferência de algodão. Também é aconselhável não usar peças de tecidos sintéticos. Outro cuidado importante é a hidratação oral, com ingestão de pelo menos 2 litros de água por dia, além do uso de preservativos nas relações sexuais”, ressalta.


O médico destaca que o consumo de antibióticos e corticóides (tipos de medicamentos) deve ser cauteloso, por conta de efeitos secundários que podem afetar a flora normal da vagina e selecionar bactérias resistentes e fungos, favorecendo infecções.


Confira algumas dicas de como prevenir doenças ginecológicas no verão:

- Dê preferência a cadeiras de praia em vez de cangas e toalhas;
- Não fique mais de três horas com roupas de banho úmidas ou molhadas;
- Não compartilhe sabonetes, peças íntimas ou toalhas;
- Use roupas mais leves e evite calça jeans justa;
- Use sabonete neutro ou sabonete higiênico íntimo indicado pelo seu ginecologista;
- Não use absorventes de uso diário;
- As condições do mar precisam ser avaliadas antes de entrar na água;
- Lave roupas íntimas com água e sabão e seque-as ao sol.



Hematofobia: conheça os sintomas de quem possui este distúrbio

De acordo com a Colsan, sintomas como desmaio ao ver sangue podem estar associados à predisposição genética ou traumas vivenciados

Patologia psicológica caracterizada pelo medo exagerado ou irracional de ver sangue, a hematofobia varia de indivíduo para indivíduo. De acordo com o hematologista e hemoterapeuta Fábio Lino, gerente médico da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), algumas pessoas desmaiam ao ver sangue, outras ficam trêmulas, fracas, enjoadas, tontas, a pressão cai, têm dor de cabeça, calafrios, falta de ar, boca seca e transpiração excessiva. Muitos ainda desenvolvem medo a todo tipo de objeto cortante e pontiagudo, como facas e agulhas, pois estão associados com sangramento.

De acordo com o gerente, a hematofobia está associada à predisposição genética e/ou traumas vivenciados, no qual o indivíduo teve uma experiência negativa com sangue, sofreu alguma lesão forte ou teve doenças que causaram grande perda de sangue.

“Na Colsan, alguns doadores de sangue apresentam sinais e sintomas sugestivos dessa alteração, isto é, ao se depararem com a visão do próprio sangue, quer no teste simples de anemia na pré-triagem ou no momento da doação de sangue propriamente dita, apresentam sinais de ansiedade extrema que podem culminar em uma síncope”, explica Lino. O gerente regional da Colsan ressalta que casos mais extremos deste distúrbio devem ser tratados com médico psiquiatra e/ou psicólogo.

Colsan - Associação Beneficente de Coleta de Sangue é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que atua na área de hemoterapia, promovendo a captação de doadores, coleta, análise e processamento do sangue e a distribuição dos hemocomponentes a todos os hospitais da prefeitura do município de São Paulo, e hospitais das regiões do ABC, Jundiaí e Sorocaba.

Locais para doação de sangue


Hospital Estadual Mário Covas
Rua Dr. Henrique Calderazzo,321
Santo André - SP - Tel: 2829-5162 / 2829-5144
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)
Estacionamento no local





Centro Hospitalar Santo André
Av. João Ramalho,326
Santo André - SP - Tel: 4433-3718
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Hemocentro Regional São Bernardo do Campo - Colsan
Rua Pedro Jacobucci, 440 - Jardim das Américas
São Bernardo do Campo - SP -Tel: 4332-3900
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)
Estacionamento: Rua: Olavo Bilac, 240 - Estádio Primeiro de Maio





Núcleo Regional de Hemoterapia Dr. Aguinaldo Quaresma
Rua Peri, 361 - Oswaldo Cruz
São Caetano do Sul - SP - Tel: 4227-1083
Segunda a Sexta das 8h às 12h (exceto feriado)





Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio - Tatuapé
Av. Celso Garcia,4815 - Tatuapé
São Paulo - SP - Tel: 2942-8094 / 3394-7081
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)
 

Hospital Municipal Alípio Correa Neto – Ermelino Matarazzo
Al.Rodrigo de Brum, 1989
São Paulo - SP – Tel: 2545-4652
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Hospital do Servidor Público Municipal – Aclimação
R. Castro Alves , 60 – 4º andar
São Paulo – SP – Tel: 3277-5303
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro P. da Rocha - Campo Limpo
Estrada Itapecerica 1661
São Paulo - SP - Tel: 5812-1379
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Colsan Jundiaí
Rua XV de Novembro 1848
Jundiaí - SP -Tel: (11) 4521-4025
Segunda a sábado das 7h30 às 12h30 (exceto feriado)
Estacionamento: Av. dos Ferroviários, 2100





Colsan Sorocaba
Rua Comendador Pereira Inácio, 564
Sorocaba – SP – Tel: (15) 3224-2930 / 3332-9461
Segunda a sábado das 7h30 às 12h30 (exceto feriado)
Estacionamento no local



Câncer de mama: procedimento evita 70% de biópsias cirúrgicas

O segundo tipo mais frequente de câncer no mundo, o câncer de mama, é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, uma estimativa divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde aponta que o país deverá ter 576.580 novos casos de câncer em 2014.

Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Por esse motivo é que a detecção precoce ainda é um fator que proporciona maiores chances de o tratamento ser bem-sucedido, fazendo com que as campanhas de prevenção do câncer de mama enfatizem tanto a importância de as mulheres acima dos 40 anos serem submetidas anualmente ao exame de mamografia.

O aumento de oferta de exames de triagem e o avanço tecnológico da mamografia e da ultrassonografia provocaram a elevação do diagnóstico precoce de lesões mamárias, permitindo, assim, que lesões muito pequenas e que não podiam ser percebidas no autoexame das mamas fossem visualizadas. Como as lesões visualizadas, quando suspeitas, precisam ser investigadas porque podem ser benignas ou malignas, houve o aumento da indicação de biópsia mamária. Com o objetivo de evitar uma cirurgia muitas vezes desnecessária, já que nem toda mulher que se submete à biópsia possui um tumor maligno, é que vêm sendo cada vez mais utilizadas as biópsias percutâneas, como a mamotomia. “É um recurso diagnóstico em que a retirada de material da área suspeita, a biópsia, é realizada a vácuo por uma sonda especial, um pouco maior do que uma agulha, o que favorece a coleta de fragmentos de ótimo tamanho e reduz a chance de resultado subestimado”, explica a Dra. Fernanda Philadelpho, radiologista mamária do Alta Excelência Diagnóstica. Orientada pela estereotaxia ou pela ultrassonografia, a mamotomia é eficiente em biópsias de nódulos de até 10 milímetros, em microcalcificações ou em distorções arquiteturais focais que se formaram na mama.

Outro procedimento muito utilizado e com custo até 50% menor é a core biópsia, que consiste na retirada de pequenos fragmentos da área suspeita, sobretudo de nódulos maiores que 10 milímetros, seja por estereotaxia ou ultrassonografia. A core biópsia é um procedimento realizado com agulha grossa, acoplada a um dispositivo, também chamada de pistola, que movimenta a agulha dentro da lesão. O procedimento pode ser repetido quantas vezes forem necessárias, até que se obtenham quantidades suficientes de tecido para análise.

A radiologista Dra. Fernanda complementa que, em relação à biópsia cirúrgica, o procedimento percutâneo, seja a mamotomia, seja a core biópsia, possui várias vantagens, como ser menos invasivo, não comprometer a estética mamária e evitar a formação de cicatrizes. A médica explica que, antes desses procedimentos, a lesão era sempre retirada por cirurgia. “A paciente permanecia internada por dois ou três dias, era geralmente submetida à anestesia geral e ainda ficava com uma importante cicatriz. Esse era o recurso mais utilizado de que os médicos dispunham para retirar e analisar o material e verificar se o tumor era benigno ou maligno”, afirma Fernanda. Como em 70% a 80% das biópsias realizadas o resultado era benigno, as cirurgias, apesar de preventivas, eram desnecessárias. Já a mamotomia e a core biópsia são procedimentos realizados ambulatorialmente, sem necessidade de internação. A anestesia é local e deixa uma cicatriz mínima, depois imperceptível.

Com esses procedimentos, o número de cirurgias diminuiu drasticamente: somente duas em cada dez mulheres precisam se submeter à cirurgia após a biópsia. Se o resultado da biópsia for benigno, a paciente não precisará de intervenção cirúrgica. Se for diagnosticado um tumor maligno, a precisão do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia darão ao médico a oportunidade de adotar condutas que podem incluir cirurgia ou outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos. Nesses casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada no exame, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia.

26 de janeiro é o Dia Mundial do Hanseniano

Doença tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS

O Dia Mundial do Hanseniano (26 de janeiro), no último domingo de janeiro, foi criado em 1954 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem extrema importância social, pois alarma a população para a prevenção e o tratamento da doença, a qual coloca o Brasil como o segundo país com o maior número de pessoas atingidas pela hanseníase no mundo. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde foram registrados mais de 33 mil novos casos no país em 2013.

“O Ministério da Saúde tem intensificado as ações no combate à hanseníase, mas mesmo assim ela permanece e é um importante desafio à saúde pública por ser uma doença milenar. O processo de cura está estabelecido, porém, ainda apresenta um índice acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que reflete vários fatores como o desconhecimento da doença, o medo de ser rejeitado pela família e sociedade, além do tratamento interrompido, gerando a cadeia de transmissão da hanseníase. Creio que para alcançar a meta de erradicar a doença seja necessário adotar medidas estrategicamente globais”, avalia Sandra Choptian, consultora em saúde do Instituto Corpore.

No geral, os sintomas da hanseníase são o aparecimento de manchas avermelhadas ou brancas, caroços e placas em qualquer local do corpo, perda de sensibilidade, fisgadas ou dormência nas extremidades, formigamento e dor nos nervos dos braços, pernas e pés, assim como a diminuição da força muscular. A transmissão é feita pelas vias respiratórias como tosse, espirro e secreções nasais, e seu diagnóstico é basicamente clínico, realizado através do exame físico procedendo a uma avaliação dermatoneurológica, ou seja, de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores, buscando identificar sinais clínicos da doença. “Quando diagnosticado, o paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima e iniciar o tratamento sem interrupções. É importante lembrar que a hanseníase tem cura e todo o tratamento é garantido pelo SUS, desde o início até a alta por cura. Ele é baseado em medicações via oral e denominado de poliquimioterapia devido à constituição de dois ou três medicamentos, com duração de seis a 12 meses. Nos casos mais graves, os pacientes são encaminhados aos centros de referências”, explica a consultora.

Uma das formas de prevenir a hanseníase é a vacina BCG, porém, Sandra afirma que ela é indicada apenas para as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença. Entre as principais complicações estão a cegueira por destruição dos nervos na área dos olhos, alterações musculares, nos nervos, rins e pulmões, incapacidade de se movimentar adequadamente e deformidades nas orelhas, nariz, pés e mãos, as quais são irreversíveis e afetam a vida social e profissional. 

Na opinião da consultora, a maioria população brasileira ainda vê o hanseniano com certo preconceito. “Isso acontece porque a doença ainda é marcada por ser algo do passado, quando não havia tratamento com antibióticos. Antigamente a medida preventiva era isolar o doente em colônias, uma história muito triste de dor e sofrimento. Quando o paciente se descobre hansênico tudo que ele sente na pele é o preconceito que muitas vezes está dentro da própria família, e acaba se isolando do convívio familiar e da comunidade. Neste processo é fundamental a conscientização da população em geral, não somente dos pacientes, mas também das pessoas que o rodeiam, família, vizinhos e profissionais de saúde que a hanseníase tem cura e que o paciente em tratamento não transmite a doença”, afirma Sandra.

O Dia Mundial do Hanseniano será lembrado pelo Instituto Corpore com várias ações em suas unidades pelo Paraná e São Paulo. Todos os municípios parceiros estarão recebendo cartazes informativos, que serão fixados em unidades de saúde, hospitais, centro de atenção psicossocial (CAPS), vigilância epidemiológica, entre outros pontos estratégicos, assim como palestras educativas voltadas aos profissionais de saúde e população, orientações em sala de espera de forma coletiva e individual.

 

Instituto Corpore

 

É com o intuito de proporcionar qualidade de vida para o cidadão que o Instituto Corpore desenvolve projetos nas áreas de Educação, Meio Ambiente, e, principalmente, Saúde; a qual é amplamente reconhecida como o maior e o melhor recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, sendo uma das mais importantes dimensões da qualidade de vida.

Desde 2005, quando foi criado, o Instituto Corpore busca detectar problemas, identificar oportunidades e vantagens colaborativas, descobrindo potencialidades e soluções inovadoras em situações ou locais carentes de possibilidades. Com sede em Matinhos (PR), tem fortalecido e expandido suas ações, garantindo desenvolvimento qualificado em todos os municípios parceiros.

Diabetes juvenil nas escolas: orientar e prevenir

Diabetes Mellitus do Tipo 1 é o mais frequente da doença entre crianças e adolescentes 

Especialistas alertam para a orientação e prevenção no ambiente escolar

Falta de orientação e treinamento de professores e funcionários de escolas podem contribuir para a não aceitação de alunos diabéticos. Médicos alertam para necessidade de identificação de crises de descompensação diabética e como proceder em casos de emergência.

“O ideal seria um entendimento sobre o Diabetes, quais os cuidados necessários com a criança diabética, entrar em contato com a família para saber os horários dos controles e da aplicação da insulina, como se deve proceder diante de uma emergência”, alerta a Dra. Cristiane Kochi, pediatra e especialista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

O  Diabetes mais frequente entre as crianças e adolescentes é o  Mellitus do Tipo 1. Nestes pacientes, ocorre lesão das células pancreáticas produtoras de insulina, por um processo autoimune. Como consequência desta menor produção de insulina, há um aumento dos níveis sanguíneos de glicose, a chamada hiperglicemia, cujos sintomas podem apresentar poliúria e polidipsia (urinar muito e beber muita água), emagrecimento, cansaço e visão embaçada. 

“Os membros da escola devem ter conhecimentos básicos sobre a doença e reconhecer os sintomas de hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) ou hiperglicemia (açúcar alto no sangue) e qual o procedimento a ser adotado nessas situações. O ideal seria que tivesse um profissional habilitado a reconhecer e tomar as medidas adequadas nessas situações. A alimentação na escola deve ser saudável e equilibrada e a instituição de ensino  deve ter atitudes positivas em relação à doença e colaborar na integração social do aluno portador de diabetes”, explica a Dra. Regina Célia M. Santiago Moisés, especialista em Diabetes da SBEM-SP.

Na iminência de uma crise, a primeira ação é tentar identificar se  é hipoglicêmica, quando a criança apresenta suor frio, fome, irritabilidade, batedeira no peito, alteração do comportamento com confusão mental. Nessa situação, se a criança estiver consciente, oferecer um copo de suco, água com açúcar ou mesmo suco com açúcar. Se estiver inconsciente, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência médica.

Se a criança estiver com hiperglicemia ela pode apresentar maior frequência da diurese (vai urinar mais vezes), pedir muita água e, eventualmente, iniciar quadro de vômitos e confusão mental. Na ausência de vômito, oferecer água para mantê-la hidratada. Se estiver inconsciente, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência médica. Nessas duas situações, mesmo que já resolvidas, a criança não pode sair sozinha da escola, os pais ou responsáveis devem ser notificados.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. Estima-se que, até 2025, este número será de 380 milhões. Dentre estes pacientes, aproximadamente 10% são diabéticos do tipo 1, ou seja,  dependentes de aplicações de várias doses diárias de insulina para controlar adequadamente seus níveis glicêmicos.

O Diabetes Mellitus do Tipo 1 ainda não tem cura, mas com o tratamento adequado, mantendo os níveis glicêmicos mais próximos possíveis do normal, pode-se prevenir as complicações da doença.
Curta @[169983389731783:274:TV Revolta]

Indicação de postagem: Luiz Carlos

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014


CUIDADO NÃO CAIA NESSA ARMADILHA!

Mais de 6 milhões de usuários de planos de saúde antigos ficam de fora das novas coberturas definidas pela ANS

Eles somam 6,2 milhões de usuários de planos de saúde. E estão excluídos do novo rol de coberturas, em vigor desde o último dia 2. Muitos pagam o convênio médico há mais de 20 anos e não têm direito de usufruir dos avanços da medicina. Entre os procedimentos estão os exames mais sofisticados para o tratamento de câncer, como o PET Scan (ou PET/CT), cirurgias menos invasivas e testes de DNA para identificar e prevenir doenças genéticas. A lei de planos de saúde só garante as novas coberturas para planos adquiridos a partir de janeiro de 1999 ou contratos antigos adaptados à Lei 9656.

Adriana Leocadio – fundadora da ONG PORTAL SAÚDE, de acordo com a mesma Lei 9656/98, não há limitação acerca das modalidades de tratamentos, tipos de doença e exames clínicos ou de imagem e que devem ser cobertas pelas empresas de plano e de seguro-saúde. Portanto, claro é que as empresas atuantes no comércio de assistência à saúde devem custear tratamento independentemente da modalidade.

O novo rol é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como a lista mínima de procedimentos que devem ser oferecidos pelas operadoras. O gerente geral de regulação assistencial da agência, Teófilo Rodrigues, é taxativo: Quem tem um plano antigo e quer as novas coberturas da lei deve migrar para um novo contrato. Segundo ele, a Resolução Normativa 254, em vigor desde maio de 2011, prevê as regras para a adaptação dos contratos.  ANS não tem como obrigar que o contrato antigo garanta as coberturas da nova, diz.

Os órgãos de defesa do consumidor consideram que os usuários devem ser tratados de forma igualitária. O argumento é que a Constituição Federal garante a isonomia e o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê a nulidade das cláusulas contratuais que deixam o consumidor em desvantagem. Os planos de saúde são contratos de trato sucessivo, que se renovam ao longo do tempo. A lei tem que ser aplicada a todos os contratos, defende a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Joana Cruz.

Além disso, as negativas dos planos e seguros-saúde contrariam as normas previstas no Código de Defesa do Consumidor, uma vez que impede que o contrato firmado atinja o fim a que se destina. A recusa das operadoras coloca o consumidor em situação de exagerada desvantagem, hipótese prevista no artigo 39 da Lei 8078/90.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, tem a mesma compreensão. Mesmo que o contrato exclua as novas coberturas, o consumidor deve buscar esse direito. Ela destaca que existem contratos antigos com boas coberturas, mas, de forma geral, os planos devem ser adaptados para ter os novos procedimentos.

O voto exarado pelo Saudoso Ministro Carlos Alberto Menezes Direito no Recurso Especial acima mencionado afirma que “é preciso ficar bem claro que o médico, e não o plano de saúde é responsável pela orientação terapêutica. Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidor”.

Portanto, é importante destacar que a verdade é que o rol de procedimentos básicos da ANS é EXEMPLIFICATIVO, não tendo como objetivo impor que tais procedimentos que ali constam são os únicos que as operadoras de saúde devem cumprir, sendo utilizado apenas como referência, relata Adriana Leocadio.

O Importante é a informação e o acesso à mesma, além disso, que o Brasileiro faça valer seus direitos! Para aqueles que desconhecem, em 24 horas, de maneira liminar é possível obter o tratamento necessário. Não esqueçam a importância de contar com auxilio de um especialista em direito e saúde.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014


Imposto cresceu 277,3% entre 2000 e 2013, diz pesquisa

A carga tributária per capita anual cresceu 277,3% entre 2000 (quando era de R$ 2.086,21) e 2013, quando chegou a R$ 7.872,14, de acordo com uma pesquisa do Instituto Assaf, que analisa a carga tributária brasileira, com base nos dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).Segundo o levantamento, nos últimos 14 anos, a carga tributária brasileira saltou de R$ 350 milhões em 2000 para R$ 1,53 trilhão até 13 de dezembro de 2013. Um aumento de 334%.

Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) no período de 2000 a 2012 cresceu 273,3%. Na mesma base de comparação, o aumento na carga tributária per capita foi de 284,3%. "Se analisarmos a carga tributária como porcentual do PIB, esses impostos representam cerca de 35,3%. Em 2000 este porcentual era de 30,4%", diz o levantamento.

De acordo com o Instituto Assaf, o arrocho promovido pela Receita Federal "no controle, checagem e confronto de informações cadastrais está contribuindo para que esses valores se mostrem cada vez mais altos tanto para os brasileiros quanto para as empresas".

Em relação ao salário mínimo e levando em consideração de 2000 até o ano passado, o valor passou de R$ 151 para R$ 678, um aumento de 349%. No início deste ano, o mínimo subiu para R$ 724.

O levantamento destaca que a inflação no mesmo período (2000 a 2013) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 137,9%, "o que deixa o aumento real do salário mínimo em 88,8%", diz.

 

Exame

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Confira os endereços de locais de descarte de lixo eletrônico em SP

Associação recebe televisores, computadores e celulares.
Equipamentos contém chumbo e mercúrio que podem contaminar o solo.


A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mantém 14 postos para coleta do lixo eletrônico na capital e na região metropolitana de São Paulo. Desde que começou o trabalho, em 2011, a Associação já recolheu 240 toneladas de equipamentos. A maior parte, produtos de informática.
Equipamentos como televisores, computadores, celulares, impressoras, câmeras fotográficas e filmadoras contém metais pesados como chumbo e mercúrio que podem contaminar o solo. Os equipamentos recolhidos são encaminhados para reciclagem e tratamento, onde recebem destino socioambiental.

Veja abaixo os locais de descarte:
Sede do Ministério Público do Estado de São Paulo - Rua Riachuelo 115, Centro
ESMP - Escola Superior do Ministério Público de SP - Rua Treze de Maio, 1255, Bela Vista
Fórum João Mendes - Praça João Mendes, s/nº, Centro (só até o dia 26 de abril, em comemoração a Semana do Planeta)
Palácio da Justiça - Rua Boa Vista, 20, Centro (só até o dia 26 de abril, em comemoração a Semana do Planeta)
Postos fixos de coleta de lixo eletrônico:
Extra Itaim Bibi - Av. João Cachoeira, 889
Extra Morumbi - Av. Rio Pinheiros, 16.741
Extra Anhanguera - Marginal Tietê (Ponte Anhanguera) - Av. Samuel Klabin, 193
Extra Anchieta - Rua Garcia Lorca, 301 - São Bernardo do Campo
Praça Victor Civita - Rua Samidouro, 580, Pinheiros
Parque do Ibirapuera - Portão 3 do parque, entrada para Bienal
Câmara dos Vereadores - Viaduto Jacareí - Portão principal
Francisco Morato - Prefeitura
Cooperativa Reciclazaro - Ariston Azevedo, 10, Vila Maria
Raposo Shopping - Rodovia Raposo Tavares, km 14,5, São Paulo

G1 São Paulo
Foto de Patricia Sanches Isabella.